Hector Carybé
 
Hector Julio Páride Bernabó (Lanús Argentina 1911 - Salvador BA 1997). Pintor, gravador, desenhista, ceramista, escultor, muralista. Freqüenta o ateliê de cerâmica de seu irmão mais velho, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro, por volta de 1925. Estuda na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, no Rio de Janeiro, de 1927 a 1929. Entre 1941 e 1942, realiza viagem de estudos por vários países da América do Sul. De volta à Argentina, junto com Raul Brié, traduz para o espanhol o livro Macunaíma, de Mário de Andrade (1893-1945), em 1943. Nesse mesmo ano, realiza sua primeira individual na Galeria Nordiska, em Buenos Aires. Em Salvador, freqüenta aulas de capoeira, visita candomblés e realiza desenhos e pinturas, em 1944. Auxilia na montagem do jornal Diário Carioca, em 1946, sendo chamado depois, por Carlos Lacerda, para trabalhar no jornal Tribuna da Imprensa, entre 1949 e 1950. Nesse mesmo ano, com recomendação feita do escritor Rubem Braga (1913-1990) ao Secretário da Educação do Estado da Bahia, Anísio Teixeira (1900-1971), muda-se para a Salvador, para produzir painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro (Escola Parque). Na Bahia, participa ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior (1923), Genaro (1926-1971) e Jenner Augusto (1924-2003). Em 1952, atua como figurante, como diretor artístico e faz os desenhos de cenas do filme O Cangaceiro, de Lima Barreto. Em 1957, naturaliza-se brasileiro. Autor e co-autor de vários livros, publica em 1981, após 30 anos de pesquisa, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Como ilustrador, executa trabalhos para livros de autores de grande expressão, como Mário de Andrade, Gabriel Garcia Marquez, Jorge Amado (1912-2001) e Pierre Verger (1902-1996).

Fonte: Itaú Cultural
 

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